Sensibilidade
Eduardo Baqueiro
Alma que sofre as dores do mundo
Que gosta de sentir a dor de um
parto imaginário
Que se cega em confronto com
a própria imagem
Quem és tu que desconheces o
próprio passado?
Muito menos imaginas teu futuro
És criança que ainda teima em
não partir
Para descortinar o novo e aprender
Esperas a dor para te impulsionar?
Não, não faças isto...
Aceite o convite para o futuro
Vem...
Abandona teu sofrer, saia deste trem
Ele não te levará a lugar nenhum
A não ser dentro de ti próprio
Dentro de tuas tristezas e desafetos
Escuta o apelo que grita na
tua consciência
Siga a luz que teima em não ver
Teu destino é a felicidade que
tanto sonhas
Teus sonhos são senão prenuncio
de tua glória
Porque teimas esquecer tua
herança...
Sois eterna, infinita, criada para
sorrir e amar
Abandona então ao apego
Descortina teu porvir
Sinta o vento tocando tua face
Abrace o tempo que ainda te resta
Lute por seu espaço,
pela tua redenção
Eleve tua fé e seja feliz...