Somos a mistura de uma massa
ainda indefinida.
Somos loucos desesperados à procura
de algo que nem mesmo sabemos o que é.
Talvez a felicidade,
mas não a encontramos
porque não sabemos o que ela é...
Talvez esteja dentro de nós...
Mas como encontrá-la?
Se não a reconhecemos?
Quantas mentes já aceitaram o desafio
de compreendê-la
E fracassaram...
Sabemos somente o que é infelicidade,
Ela faz parte de nós
Nunca estamos satisfeitos.
Principalmente por saber que a idade
não resolveu os mistérios
Eles ficaram maiores,
as dúvidas cresceram,
as respostas ficaram distantes...
A idade traz a dura realidade da vida
Não sabemos viver...
Deixamos a vida nos levar,
como uma onda no mar
Somos engrenagens de uma
máquina perfeita e,
como partes de uma peça,
somos impelidos a fazer nossa parte
Mesmo sem saber porque!
A tão aclamada liberdade não existe...
É um engodo, não somos livres!
Somos escravos de uma rotina criada
por nós mesmos...
Aqueles que se atrevem as quebrá-la
são chamados de loucos,
são diferentes,
não se encaixam em nenhuma das tribos,
vivem na marginalidade...
Quem sou eu?
Aquele que penso ser,
Aquele que deixo transparecer,
Ou talvez a imagem que vejo no espelho
Não sei! Às vezes não me reconheço,
sou um estranho de mim mesmo.
Talvez esteja no limite da sanidade
e posso me perder
de uma hora para outra.
Talvez, na minha loucura,
encontre as respostas que procuro
Talvez volte à minha simplicidade
de não ter, de não querer
e de não ser.