A paz
Eduardo Baqueiro
 

Se pudéssemos comprar sementes da paz

Se pudéssemos colocar amor nos corações
Se pudéssemos distribuir sabedoria e conhecimento
Se pudéssemos repartir aquilo que sobra
 
A vida certamente seria diferente da que tem sido
Não veríamos crueldade, nem falsidade
O mundo seria somente luz e alegrias
Não haveria guerra e tão pouco desavenças
 
Mas não é o mundo que está perturbado
Crueldade, falsidade, guerra e desavenças
São apenas nomes para designar o que anda
nos corações dos homens
 
A semente da paz está em todo lugar
Esperando solo fértil para que surja
Como uma pequena flor que se transformará
na enorme árvore que alguns homens
ousaram sonhar
 
A crueldade está no sangue daquele
que se acha isolado do mundo
São cegos da alma que ainda não despertaram
para a fraternidade e para o amor
 
A falsidade é a bandeira dos que ainda não compreenderam
que a verdade é o único caminho
São covardes que se escondem de si próprios
Tentando enganar a própria consciência
 
Na guerra o homem mostra suas garras
Deixa que o mal se mostre deixando cair
a mascara da hipocrisia
O homem mostra que ainda não é dono de si
Ainda é escravo do monstro que o habita!