Naquele tempo
Eduardo Baqueiro
 

 

Naquele tempo caminhávamos como dois amigos! Não havia pressa, o tempo parava... Eu não sabia, mas era feliz!

Ficava espreitando para te ver sair, aguardando seu sorriso maroto, convidando a um passeio pelos campos...

Como eu gostava de passear contigo, ouvir suas histórias, mesmo sabendo que as inventava, só para me agradar.

Hoje, com sua idade eu o relembro com saudade e uma dor no peito, pois há muito partiu e me deixou só...

Hoje sei que tive um grande amigo! Perdoe-me se as lágrimas correm, mas o amor que sempre senti por ti às vezes judia de mim, e como judia!...

Sinto falta de seus conselhos, de suas piadinhas sem graça, de seus ensinamentos... A vida, tem hora, parece injusta, rouba-nos as presenças queridas, deixa no peito um vazio que nada preenche...

Que Deus te proteja sempre e permita que um dia nos reencontremos, nem que seja para uma abraço 
e um sorriso maroto...