Identidade
Eduardo Baqueiro
 
Ao olhar o espelho vejo um estranho
Minhas memórias se perdem dentro de mim
Os pensamentos divagam
e não chego a nenhuma conclusão...
Estranho de mim mesmo,
não me reconheço em meus atos.
Alguns eu creio ser o autor,
outros ignoro
Quem arquitetou meu caminho?
Estranhos habitam meu ser
Vivem como fantasmas,
escondidos de mim mesmo,
envergonhados...
Às vezes eu sou cúmplice destes diabólicos
Mas sempre fico só depois do ato...
Podem ser anjos me auxiliando no caminho
Ou diabos desejando minha queda!
Mas eu sou forte como a rocha
Na queda posso quebrar
Para depois renascer
Renovado...
Podem não ser tão maus o quanto aparentam,
Talvez meus mestres disfarçados em pele de lobos,
Ensinando a difícil tarefa de viver!
Sei que no fim da jornada
todos estarão lá,
com um sorriso nos lábios
com a certeza do caminho percorrido.