E agora José?
Eduardo Baqueiro


Ecoou um grito
aos quatro cantos da terra!
Num desespero silencioso
Procurou alcançar as consciências
responsáveis...
O grito atingiu o alvo
Mas a resposta não retornou.
O homem vestiu-se do próprio ego
Tornou-se surdo
aos apelos da agonia alheia,
Isolou-se num mundo criado para
fugir de sua própria imagem,
Viciou seus sentidos somente
naquilo que é de seu interesse,
Esqueceu-se de Deus!
Ignorou sua responsabilidade
Tornou-se tolo perante o espelho,
Fingiu-se de salvador
Manipulou as palavras,
mentiu para si mesmo,
Enganou seu próximo e até o diabo
Mas não lubridiou a sua consciência!
E, hoje, a morte vem lhe cobrar
a promissória vencida...
Uma lágrima corre pelo rosto!
Uma lágrima de arrependimento
e de desespero.
Sentiu o inferno se aproximando
despindo-o de todas suas máscaras,
Sentiu sua consciência
tornando-se seu próprio juiz,
seu próprio algoz.
E agora, o que será?