Devaneios
Eduardo Baqueiro


Chego devagar e silencioso
Como quem não quer nada...
Fervendo de tesão por você
Mas sem querer dar a entender...
Encosto minha pele suada
na tua pele branca e cheirosa
Esperando tua reação...
Uma vontade cresce dentro do peito
De agarrá-la e levá-la para o chão
Agir como um lobo selvagem
Rasgando tua saia justa...
Mas me contenho.
Tua língua que conhece minhas intenções
Percorre teus lábios, provocante...
Vejo o brilho dos teus olhos
Perguntando se desejo alguma coisa...
Numa resposta muda meus olhos te devoram
O rosto de menina inocente,
safada e insinuante
À espera de ser atacada e violentada
na cama, no chão ou na parede...
Não importa!
Sei que quer matar a sede de mim
Esta sede que não termina...
Paixão que percorre teu corpo
Tesão e suor que se misturam em mim...
Somente depois de sastifeitos
voltaremos à calmaria,
à velha rotina...