Tem suas próprias regras
Somos apenas protagonistas...
Não temos liberdade,
as escolhas já foram feitas...
Não gosto de viver assim!
Sou ovelha negra,
Nado contra a correnteza
Luto, mas não encontro respostas...
Por mais que procure,
continuo perdido dentro de mim...
Desejo ser o que não posso
Não aceito o que sou
Me faço de menino dengoso
Sou surdo aos apelos da consciência...
Sei que estou perdendo meu tempo
Mas preciso esperar
minhas mudanças.
Se posso dizer não,
porque não fazê-lo?
Não quero ser anjo, nem demônio
Quero ser apenas eu
Saber o que sou, de onde venho
e para onde vou...
Não aceito afirmações sem base!
Quero o lógico, o concreto
Cansei deste caminho para a morte...
Buscamos desesperadamente
nossos sonhos
e quando encontramos questionamos:
e agora, o que vai ser?
Estamos sempre insatisfeitos
Precisamos mudar
mas temos medo de mudança,
Mudar significa dizer adeus
Adeus aos costumes e aos vícios...
Sentimos medo do desconhecido
Então retornamos à nossa caverna...
Quem sabe um dia,
Com perseverança, paciência e amor,
Poderei compreender minhas dúvidas
Me encontrar e prosseguir?